Por que nós, telespectadores, nos sentimos intimidados quando assistimos a uma abordagem irônica de um repórter a um político, que é questionado sobre suas articulações minuciosamente planejadas?
Ao utilizarem sua massa cefálica para produção de atividades ilícitas através do uso do capital publico, de modo que supra suas mais básicas necessidades, como a compra de uma casa que mais se parece um castelo, ou ainda para o custeio de viagens paradisíacas destes nossos representantes governamentais, eles não se sentem intimidados ou ao menos constrangidos.
Entretanto, quando me posiciono à frente da televisão, no meu reconfortante sofá, após um dia de trabalho exaustivo, ainda tenho espaço para me sentir incomodada quando esses políticos são abordados e diretamente questionados sobre suas atividades corriqueiras.
Deveria me sentir mais confortável ainda, afinal de contas estou em meu lar, pago as parcelas com suor de minha pele flácida e que envelhece a cada dia, e que recuso a me sentar em uma mesa de cirurgia para aplicar o tal botox.
Dizem que este tal de botox faz milagres, afinal, na linda face de nossos representantes não pode haver apenas óleo de peroba.
Enfim, me sinto incomodada pela pergunta do repórter, tão direto e enfático em sua pergunta ou sugestão:
“Maluf, tenho uma dica de receita para um peixe: ROBALO”.
Realmente, me sinto acuada, desconfortável.
Mas apenas eu, o Maluf, não, este nunca de sentiria assim.
“Acho que me sinto assim porque sou um macaco”.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
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